sonífero
...o tempo é frio e a chuva fina fala um só idioma que é interpretado de duas formas distintas por dois grupos diferentes de pessoas. o vento cortante é capaz de nivelar as divergências de um romance castigado pelo tempo e arrancar um abraço apertado, quente e necessário de dois amantes, é como se todo o desespero fosse justificado por aquele momento. o carro, o quarto, a cama....eles são sobreviventes de um mundo solitário...
...o mesmo frio que acalenta, também apunhala aqueles que estão sozinhos. a ausência de calor humano os transforma em sentinelas a espera do inverno. a mesma chuva fina que aproxima alguns, é o exílio de outros. vagar pela ruas não é uma opção, é a única forma de sobreviver a mais uma noite como essa. apenas a neve poderia liberta-los da inércia em que se encontram, mas nessa terra não há neve e depois de tanto tempo sozinhos eles se tornaram egoístas...
...o tempo corre igual para todos e a noite se aproxima do fim quando os faróis começam a piscar sozinhos e todo conhecimento aplicado para conter o fluxo cotidiano vai se tornar inútil pelas próximas horas. cada protagonista está para chegar ao fim de mais um capítulo de sua história. alguns estão sozinhos e outros acompanhados. mas isso pouco importa agora, porque o cansaço vem cobrar os despojos do dia. aqui a escuridão é um prêmio e a mente entorpecida pelo sono é um presente e a criatividade e raciocínio rápido são moedas sem valor...
...alguns não desligam, não descansam, não desencanam. eles confiam no sonífero, não podem esperar a escuridão, é preciso atirar-se nela sem reservas. a mente desliga como se fosse um rádio tirado súbitamente da tomada e o chiado serve de radar rumo ao inconsciente...
...os amantes não vêem sentido em dormir, há tanta beleza e prazer para serem descobertos numa noite fria como essa, é preciso estar alerta e acordado para provar todos os gostos e texturas da noite...
... os solitários não querem acordar. a escuridão e o silêncio é como um aceno de deus, não há prazer no movimento, apenas no vazio. eles estão sozinhos até em seus sonhos e o barulho da chuva fina é o som de artilharia, na guerra que travam dentro si. em um plano diferente poderia estar sol e eles poderiam ser amantes e as palavras jamais poderiam ser mal interpretadas...
....mas o efeito do sonífero passa e o dia não tem misericórdia daqueles que ainda estão cansados. é preciso levantar, é preciso um novo sonífero. é preciso dormir enquanto a vida segue o seu rumo...
...temos assuntos sérios a tratar em nossos sonhos....
...o mesmo frio que acalenta, também apunhala aqueles que estão sozinhos. a ausência de calor humano os transforma em sentinelas a espera do inverno. a mesma chuva fina que aproxima alguns, é o exílio de outros. vagar pela ruas não é uma opção, é a única forma de sobreviver a mais uma noite como essa. apenas a neve poderia liberta-los da inércia em que se encontram, mas nessa terra não há neve e depois de tanto tempo sozinhos eles se tornaram egoístas...
...o tempo corre igual para todos e a noite se aproxima do fim quando os faróis começam a piscar sozinhos e todo conhecimento aplicado para conter o fluxo cotidiano vai se tornar inútil pelas próximas horas. cada protagonista está para chegar ao fim de mais um capítulo de sua história. alguns estão sozinhos e outros acompanhados. mas isso pouco importa agora, porque o cansaço vem cobrar os despojos do dia. aqui a escuridão é um prêmio e a mente entorpecida pelo sono é um presente e a criatividade e raciocínio rápido são moedas sem valor...
...alguns não desligam, não descansam, não desencanam. eles confiam no sonífero, não podem esperar a escuridão, é preciso atirar-se nela sem reservas. a mente desliga como se fosse um rádio tirado súbitamente da tomada e o chiado serve de radar rumo ao inconsciente...
...os amantes não vêem sentido em dormir, há tanta beleza e prazer para serem descobertos numa noite fria como essa, é preciso estar alerta e acordado para provar todos os gostos e texturas da noite...
... os solitários não querem acordar. a escuridão e o silêncio é como um aceno de deus, não há prazer no movimento, apenas no vazio. eles estão sozinhos até em seus sonhos e o barulho da chuva fina é o som de artilharia, na guerra que travam dentro si. em um plano diferente poderia estar sol e eles poderiam ser amantes e as palavras jamais poderiam ser mal interpretadas...
....mas o efeito do sonífero passa e o dia não tem misericórdia daqueles que ainda estão cansados. é preciso levantar, é preciso um novo sonífero. é preciso dormir enquanto a vida segue o seu rumo...
...temos assuntos sérios a tratar em nossos sonhos....

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