terça-feira, agosto 22, 2006

estrela cadente

hoje eu vou sair pra caminhar, deixar o sol me tocar, e descobrir pra que lado o vento sopra. vou pensar nos meus melhores dias, nas minhas noites frias em que você estava lá. vou cruzar as ruas e avenidas dessa cidade vazia e deixar a música me guiar até o tempo em que o tédio e a apatia não tinham seu lugar. a paisagem vai mudar a cada verso que eu cantar e ver o silêncio se transformar em palavras soltas pelo ar. até onde eu vou chegar antes de me cansar? quantas milhas você está disposta a andar pra me encontrar? eu penso nisso todo dia, como se te achar fosse minha sina, uma missão não concluída até que você me ame. eu atingi à tempos o auge, fui uma estrela aos teus olhos ainda sem nome, nunca tive frio e nem passei fome, mas meu coração antes de ti era um mendigo sem sobrenome. comigo você conheceu todas as cores, e todas eram belas, mas foi em meus olhos verdes que você descobriu a aquarela. lembro de te ver passando pela janela, antes de surgir no portão, era como a chama de uma vela dançando na escuridão. quantas peças ainda sobraram da nossa coleção de momentos bons? será que podemos montar uma vida, um dia ou pelo menos uma razão, pra que eu ainda mereça um lugar na sua autobiografia, pra que eu faça parte da sua vida assim como você está nas linhas da minha poesia. porque de ti vou escrever até cansar, ou até o líquido dessa garrafa acabar e entorpecido meu corpo finalmente descansar. hoje eu me preparo para o último ato, aquele que define o sucesso e o fracasso. por mais uma noite serei a sua estrela, vou brilhar radiante até que você me veja, como um suicida me atiro do firmamento, ilumino céu e te ofereço um pedido. só verás meu rosto outra vez se desejares ficar comigo

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