cinzas
Pra te alcançar eu pulei a janela, quebrei as regras e pisei no jardim. sem nem saber, fui exclúido do paraíso onde você está. e agora não sei se morto ou vivo existe um sentido pra tanto sofrer. canta minha alma quando se cansar de chorar. lava esse meu canto, pra nem o cheiro ficar. sua pele macia repousa em cinzas, na sala de estar. amanhã bem cedo, eu prometo te levo pra passear. do lado de dentro contenho o ímpeto de tanto pesar. as folhas avisam pra que lado o vento sopra. sopro você do alto das pedras na espuma e na névoa te vejo voar. no caminho de volta escolho a curva pra me atirar. eu fui excluído do paraíso onde você está. 
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