domingo, maio 13, 2007

ao amigo insolente

- A banda parou de tocar e os corpos se espalham pelo sofá. E você? Onde está? Olha pela janela como se pudesse voar. Está cego ou não quer enxergar? Você está pronto pra parar? Eu posso rir com você, brindar e te servir. Posso te carregar quando começar a cair. Te abro os olhos e lavo seu rosto. Limpo sua sujeira e te faço de novo. Mas você sabe que eu não posso impedir o dia de nascer. Eu não posso impedir sua vontade de morrer. Todos os dias nós começamos sorrindo e acabamos sozinhos. A tua solidão eu sei de cor. Te vejo subir até te perder de vista. Do alto de sua cabeça entorpecida. Meu doce amigo suicída. Rindo como um louco e sofrendo como um tolo. Escravo dos efeitos de tão frágeis pretextos. Não, hoje eu não vou te acompanhar. Se não posso deter sua fúria, me abrigo nas palavras. Quando terminar sua aventura sem lembranças, minha porta estará aberta se quiser descansar. Sou teu amigo até o mundo acabar.

1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

aaah soh testando de comentar aqui hehe. Nao deu p eu ir sabado. mas a gente combina p proximo esatrei ai com ctza.
beijo!!!

8:56 AM  

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