briga de bar
parece que ele vive preso em uma briga de bar sabe como ninguém fazer uma garrafa voar. sente os olhos queimarem e sangue ferver, mas não sabe a quem odiar e nem o porque. ja amou uma vez a muito tempo atrás, quebrou todas promessas que fez. não consegue limpar todo sangue que tem nas mãos. é longo o caminho que leva à redenção. ele tenta escrever o que não consegue falar, mas sente nos dedos o mesmo nó que amarra a língua. é tão fácil julgar com uma pedra na mão, quem já cruzou seu caminho diz "esse homem não tem coração". não há um nome não há a quem chamar, mas quando olho no espelho ele está sempre lá. ele tem o meu rosto e a minha voz, mas ainda não sei quem esse homem é. as vezes ele se esconde atrás do nascer do sol pra chorar, a falta daqueles que se foram com a madrugada. em seu peito as marcas de uma vida vivida debaixo do sol, quem é que pode levantar o dedo e dizer que é pessoa normal. fora dos limites dessa cidade há um mundo cão pronto pra roubar a fé de todo homem bom. talvez se eu me esforçar até os ossos saltarem a pele eu tenha a chance de fazer uma última prece. se meu coração parar antes de amanhecer deixe o mar levar meu corpo e leve minha alma com você
texto: Vito Escoza
texto: Vito Escoza

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